A volta da confiança ajuda a explicar a reação do Guarani desde a chegada de Oswaldo Alvarez. Com ela, o time passou a jogar um futebol mais eficiente, que pode ser traduzido em números simples. Com Vadão, o Bugre marca muito mais gols, sofre bem menos e comemora o tão falado equilíbrio. Esse é o trunfo para brigar pelo acesso no Paulista.

Em três jogos com o novo treinador, o Guarani marcou oito gols: dois no Água Santa, um no Taubaté e cinco no Sertãozinho. A média é de 2,66 por partida, mais que o dobro com os antigos comandantes. Ney da Matta e Mauricio Barbieri trabalharam em seis jogos cada, quando o Bugre fez sete gols em cada período: média de 1,16.

A defesa também passa por evolução. Se antes era difícil passar um jogo sem ser vazado, com Vadão a equipe levou apenas um gol em três confrontos, justamente na estreia, contra o Água Santa. A média de 0,33 gol por partida é três vezes menos do que com os treinadores antigos. Nas 12 rodadas anteriores, o Bugre sofreu 13 gols: 1.08 de média.

O bom momento é um reforço do Guarani para a reta final da Série A2. Depois de entrar no grupo de classificação à próxima fase, o time tem quatro partidas para confirmar sua presença na semifinal. Enfrenta, pela ordem, Portuguesa (casa), Mogi Mirim (fora), Barretos (casa) e Batatais (fora). Se fizer oito pontos, certamente vai disputar o acesso à elite.

Fonte: GloboEsporte.com